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Comunidade Europeia exigirá certificação de produtos para construção

Mercado, Normalização

04/02/2014

Indústria madeireira já conta com programa nacional de qualidade para atender exigências

 A partir de julho de 2013, produtos voltados para a construção que têm como destino o mercado da Comunidade Europeia deverão, obrigatoriamente, contar com a certificação CE Marking.

 A diretiva estabelece requisitos essenciais para produtos estruturais, com o objetivo de atender a determinados níveis de resistência mecânica e estabilidade, segurança contra incêndios, higiene, saúde e meio ambiente, segurança na utilização, proteção contra ruído, bem como economia de energia e retenção de calor. A exigência já acontece para itens como equipamentos de telecomunicação, eletroeletrônicos, brinquedos, aparelhos médicos e farmacêuticos.

 Atenta à normativa, que passa a ser mandatória, a indústria de produtos de madeira como painéis compensados, portas, esquadrias e pisos, conta com o Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM), desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) desde 2004. A iniciativa visa o controle do processo produtivo, desde o recebimento da matéria-prima (toras e lâminas) até a embalagem do produto final, sendo definidos parâmetros a serem verificados e critérios de aceitação. O objetivo desse controle é disponibilizar ao mercado produtos com especificações conhecidas, fabricados dentro de parâmetros controlados.

 De acordo com dados da Associação, o mercado europeu corresponde por 70% dos destinos das exportações de compensado de pinus brasileiro. “Para continuar vendendo para esses países as indústrias obrigatoriamente precisarão certificar seus produtos”, afirma o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo. Entre as vantagens apontadas pelo executivo para as empresas que participam do Programa por meio da Associação está no fato de que um acordo assinado com a certificadora europeia BM TRADA reconheceu o PNQM para a emissão do CE Marking no Brasil. Além disso, há um menor custo com a realização de testes, auditorias e gerenciamento do processo.

  Pupo avalia ainda que, além de se preparar para atender às normas europeias, com a implantação do Programa as empresas ganham competitividade com o aumento da produtividade e incremento da qualidade.

 Esses benefícios são compartilhados pela Lavrasul, indústria de compensados pioneira em certificações no Brasil, que já conta com o selo CE para os painéis exportados para a Europa. De acordo com o diretor comercial da empresa, Isac Chami Zugman, além do acesso ao mercado, a certificação é um argumento de vendas muito forte, pois garante ao comprador a certeza de que a indústria cumpre parâmetros de produção que confere melhor qualidade ao produto final. “Desde o início do PNQM defendo a importância do Programa, porque quando se estabelece uma cadeia de custódia, passa-se a controlar todas as etapas produtivas, diminuindo desperdícios e aumentando a produtividade”, afirma. Segundo Zugman, a Lavrasul já registrou um aumento na demanda de seus produtos por parte dos países da Comunidade Europeia por ter o selo.

 Para o empresário, a obtenção da certificação por meio da Abimci traz uma série de vantagens às indústrias entre elas a experiência adquirida ao longo dos anos, o atendimento em português, o menor custo para a realização de testes e cumprimento de todas as etapas do processo e o prestígio internacional que a Associação possui.

Assessoria de Imprensa ABIMCI

 INTERACT Comunicação Empresarial