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Indústria madeireira estima fim de ano estável para os negócios internacionais

Mercado

03/09/2014

Fabricantes se beneficiam com recuperação da economia norte-americana. Entre as preocupações dos produtores estão taxa cambial e baixo consumo no mercado interno

Os dados positivos do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre – crescimento anual de 4,1% – devem refletir nas exportações brasileiras de compensado. De acordo com fabricantes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), a demanda já aumentou e os resultados devem aparecer nos números de agosto. O consenso é de que até o final do ano, pelo menos, as exportações para este mercado serão regulares, com ligeiro crescimento.

Segundo relatório do Bureau of Economics Analysis (BEA) divulgado em julho, os gastos com a construção de casas e melhorias em imóveis nos Estados Unidos aumentou 7,5% no segundo trimestre, ponto favorável aos exportadores de compensado. A categoria havia recuado nos dois trimestres anteriores.

De acordo com dados divulgados pela Abimci, o otimismo da indústria se baseia nos resultados obtidos neste ano. Desde março, o volume de compensado de pinus, por exemplo, triplicaram para o mercado norte-americano, atingindo pouco mais de 9 mil m³ em julho para esse destino.

Já os negócios com a Europa, principal destino dos produtos madeireiros brasileiros, devem ter uma retomada após as férias de inverno com a retomada dos contratos.

Câmbio

Uma das preocupações de alguns empresários ainda é a taxa cambial. Com o dólar em torno de R$ 2,25 desde abril deste ano, muitos estão em alerta. Na avaliação de produtores de compensado, por exemplo, uma taxa ideal seria entre R$ 2,70 e R$ 2,80.

Para os fabricantes de compensado plastificado, além da dificuldade com o câmbio há fatores que historicamente já impactam nas vendas, como a chegada do inverno europeu. Segundo o coordenador do Comitê de Compensado Plastificado da Abimci, Walter Reichert, a Turquia, principal destino desse produto brasileiro, todos os anos diminui os pedidos. “Exportamos, em média 10 mil m³ e esse número deve cair, nos próximos meses, para 6 ou 7 mil m³”, afirma. Reichert explica que uma pequena parte desse volume pode ser absorvida por outros mercados, como Egito e Arábia Saudita.

Mercado interno

No mercado doméstico o momento também é de atenção. Em maio, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) revisou a previsão de crescimento do setor em 2014, citando a baixa evolução do emprego na construção brasileira. A estimativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil deverá crescer entre 1% e 2% neste ano. A previsão anterior era de alta de 2,8% em 2014, acima do PIB nacional.

Fabricantes de compensado plastificado afirmam que a falta de demanda interna deve refletir nas vendas desse produto. Segundo Walter Reichert, o mercado interno quer qualidade, que pode ser oferecida, mas não paga por isso.

Encontro

Para outubro, a Abimci já programa um encontro nacional com os fabricantes de compensado para debater questões como mercado, normalização de produtos, certificações e traçar novas estratégias de posicionamento dos produtores nos mercados interno e externo.

Assessoria de Imprensa
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