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Abimci avança em representação internacional

Mercado

03/12/2014

Encontros no Japão, Alemanha e Inglaterra mostram força da indústria da madeira brasileira no mercado externo

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O mês de novembro foi marcado por uma série de participações de representantes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) em eventos internacionais. Além do ganho institucional para a entidade, o momento foi bastante oportuno por conta das perspectivas de negócios com o mercado europeu, principal destino das exportações brasileiras de produtos de madeira.

Em Yokohama, no Japão, o coordenador do Comitê de Relações Internacionais da Abimci, Isac Zugman, representou a entidade no 50º Conselho Internacional de Madeiras Tropicais da ITTO (International Tropical Timber Organization). Na avaliação de Zugman, foi uma oportunidade interessante para o posicionamento do Brasil, já que os participantes tinham pouco conhecimento da indústria nacional. “Apresentamos os dados socioeconômicos do setor, os volumes de produção e suprimento, além de estreitar relações para novas oportunidades de negócios a partir do ano que vem. Foi um avanço institucional importante”, afirmou.

Um indício de que o Brasil tem reconquistado seu espaço no mercado mundial de madeira foi visto no resultado das eleições que elegeriam o novo diretor da ITTO. O pleito que terminou empatado mostrou a força do brasileiro Ivan Tomaselli para comandar os trabalhos da organização internacional. Coordenador do Comitê de Desenvolvimento e Tecnologia da Abimci e diretor presidente da STCP Engenharia de Projetos, Tomaselli tem mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos ligados ao setor industrial madeireiro e florestal, bem como políticas e programas setoriais.

Já em Stuttgart, na Alemanha, o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, representou a Associação no Global Connect, fórum de exportação e internacionalização de empresas promovido pelo governo alemão, que tem como objetivo intensificar as relações comerciais com outros países, incluindo o Brasil. O bom momento econômico vivido pela Alemanha, que estima crescer 2% em 2015, pode estimular ainda mais as vendas de compensado e madeira serrada para esse destino, considerado um dos mais constantes e fieis mercados na Europa para os produtos de madeira brasileiros.

Completando o circuito de eventos internacionais, uma comitiva da Associação, liderada pelo presidente José Carlos Januário, participou de uma série de encontros em Londres, na Inglaterra, promovidos pela TTF (Timber Trade Federation). O tradicional encontro anual da NPPD (National Panel Products Division) foi considerado pelo grupo um dos melhores encontros promovidos pela organização. “O evento reúne os principais importadores de diversos países europeus e o Brasil está muito bem posicionado entre esses compradores. Nossa presença nesse encontro foi fundamental para marcarmos o posicionamento do setor e aumentarmos o índice de confiança em nossos produtos”, afirma Januário.

Negócios

Para Fabiano Sangali, diretor Comercial da Indústria de Compensados Sudati, o interesse dos europeus pelos produtos brasileiros é uma realidade, que, inclusive, garantiu a sustentabilidade de muitas indústrias nos últimos dez anos por conta da queda dos negócios com os Estados Unidos. No entanto, ele alerta: “é preciso estar preparado para atendê-los”. E o recado se baseia na experiência de quem comanda as vendas de uma empresa que tem como principais destinos de seus produtos justamente o Reino Unido e a Alemanha. “São compradores que priorizam a qualidade, as certificações de origem e de processo”, explica Sangali. Além disso, ele relata que são constantes as auditorias de compradores ingleses, por exemplo, que verificam in loco todo o processo produtivo. “Hoje os produtos de madeira brasileiros que cumprem essas exigências, melhoraram tecnicamente o produto e passaram a conhecer melhor esse mercado começaram a criar uma reputação positiva da marca”, afirma.

O presidente da Abimci também ressalta que é preciso primar pela qualidade e pela busca por certificações para conquistar ou se manter entre os fornecedores dos europeus. “A expectativa é de que em 2015 o Reino Unido aumente a demanda e os resultados sejam tão bons quanto os deste ano, quando já registramos uma boa comercialização de compensados, por exemplo, para esse país”, revela. De janeiro a outubro deste ano, do total do volume de compensado de pinus exportado pelo Brasil, 20% teve como destino o Reino Unido.

Com um cenário otimista para os exportadores, os empresários acreditam que o principal desafio a partir do ano que vem será manter a produção com qualidade e rentabilidade. “Com problemas como fornecimento de matéria-prima, escassez de mão de obra e dificuldades na logística e infraestrutura, o desafio é produzir garantindo lucro”, completa.

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