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Ministério da Agricultura assume planejamento para florestas plantadas

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16/12/2014

Em entrevista exclusiva para a Comunicação da Abimci, Fernando Castanheira Neto comenta as oportunidades que se abrirão para o setor com a criação de uma política agrícola focada na produção florestal

Com a publicação do decreto nº 8.375, que transfere o locus institucional do setor de florestas plantadas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), produtores e indústrias comemoram o novo cenário que se desenha para o futuro do segmento. O decreto estabelece que o MAPA coordenará o planejamento, a implementação e a avaliação da Política Agrícola para Florestas Plantadas, promovendo sua integração às demais políticas e setores da economia.

Para o engenheiro florestal e assessor da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Fernando Castanheira Neto, um dos coordenadores do trabalho desde 2011, que culminou no decreto, este é um momento histórico para o setor. “Temos que aproveitar esta oportunidade, pois o MAPA conta com instrumentos para fomento da produção, algo inédito nos últimos 25 anos”, afirma. Um dos avanços que deve beneficiar diretamente os produtores, na opinião de Castanheira Neto, é a inclusão da produção da floresta plantada no Plano Safra, com prazos mais longos que os concedidos a outras culturas.

Na avaliação do assessor, a partir de agora os desafios serão organizar institucionalmente o setor dentro do Ministério da Agricultura e preparar o plano nacional de florestas plantadas, que será desenvolvido pelo próprio MAPA com apoio da SAE. A ideia é que a proposta básica passe por consulta pública.

Entre as estratégias apontadas pelo engenheiro florestal e identificadas pela SAE para alavancar o desenvolvimento do setor estão o levantamento do potencial de produção florestal no Brasil, com a criação de um Atlas; a harmonização e adequação da legislação florestal, combatendo a ilegalidade; o estímulo a um programa energético atrelado à matéria-prima madeira; o apoio a pequenos e médios produtores florestais; a atração de investimentos como os fundos de pensão; e o incentivo a novos negócios para o setor, como o uso da madeira na construção civil.

A transferência do Ministério do Meio Ambiente para o da Agricultura era uma das prioridades do setor há mais de uma década. “Esta é certamente uma das principais demandas do setor para o aumento da área plantada no Brasil, bem como, o avanço e crescimento da produtividade das florestas e seus produtos. Trabalho decorrente do esforço de várias entidades envolvidas no diálogo com o governo”, afirma Paulo Pupo, superintendente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que ao longo desse tempo também atuou na defesa dessa bandeira.

Confira a íntegra do decreto aqui