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Indústrias de madeira buscam alternativas para manter negócios aquecidos

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19/06/2015

Abimci trabalha por desonerações e ajustes de questões tributárias que simplifiquem as exportações.
Novo reajuste da energia elétrica no Paraná é questionado na Justiça

O momento é de cautela, mas ainda há espaço para melhorar as vendas. Essa é a avaliação dos industriais do setor de madeira que estiveram reunidos esta semana em Curitiba (PR) para discutir sobre mercado, ações políticas, jurídicas e econômicas que possam melhorar o desempenho dos negócios. Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), o encontro reuniu 84 empresários, entre fabricantes de compensado e madeira serrada, representantes do setor portuário, logística, resinas e produtores florestais.

Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, é preciso buscar novos mercados para o compensado brasileiro. “Tínhamos uma previsão otimista com a estimativa de aumento de construções de casas nos Estados Unidos, mas sofremos com a competição de fabricantes locais, que estão abastecendo o mercado interno. A princípio não deve haver recuperação nas vendas de compensado no curto prazo”, afirma.

O volume de compensado de pinus enviado para o mercado norte-americano vem registrando uma redução: passou de 21.289 m³ em março para 16.376 m³ em abril. Somada a essa queda, países como Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Itália também compraram menos do produto brasileiro. A boa notícia ficou por conta de um volume maior para o México, Porto Rico, Trinidad e Tobago, Dinamarca e Argentina.

Para os fabricantes de madeira serrada, o mercado permanece estável, com um ligeiro crescimento da demanda de países como Suécia em função da desvalorização do Euro. Os Estados Unidos ainda representam o principal destino dos embarques de madeira serrada brasileira (44,57%).

Energia mais cara

Os fabricantes do Paraná ainda enfrentam mais um obstáculo no desafio diário para manter a competitividade. O anúncio de um novo reajuste da energia elétrica para o Estado – 15,61% para os grandes clientes – mobilizou o setor produtivo. A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), com apoio da Abimci, protocolou uma ação civil pública para impedir o aumento.

Um levantamento realizado pelo Departamento Econômico da Fiep revelou que a energia representa 4,42% do custo de fabricação de produtos de madeira. Além disso, esse custo, que em 2014 representava 3,61% do faturamento dessas indústrias, passou para 8,63% este ano.

Ações políticas

Para buscar soluções que garantam melhores condições de atuação dos empresários do setor, a Abimci tem desempenhado um importante papel político e representativo. Entre os assuntos em pauta no diálogo com o governo federal estão questões como a simplificação e a desburocratização dos processos de exportação.

Algumas das medidas pleiteadas pela Abimci na esfera federal são a re-designação do SGP para o mercado americano, atualmente taxado em 8% para compensados de pinus; a desoneração da taxa de importação do compensado brasileiro pelo México, atualmente taxado em 6%; a recomposição do percentual do Reintegra de 3% para os produtos madeireiros; a inclusão de produtos madeireiros na cesta básica da construção civil e a exclusão do IPI do Compensado, hoje taxado em 5%.

“Enfrentamos ainda a batalha para sermos incluídos na desoneração da folha de pagamento, que privilegia apenas alguns setores como alimentos, transporte e call center. A indústria de base florestal conta com mais de 58 mil empresas ativas, que empregam diretamente 735 mil pessoas. É um segmento importante para o país, que precisa ser mais valorizado pelo governo federal”, afirmou o presidente da Associação.

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