News

Abimci faz avaliação positiva da Lignum Latin America e espera ainda mais fortalecimento do setor

Notícias

11/10/2019

A terceira edição da Lignum Latin America, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de setembro, em Curitiba (PR), reuniu 7.503 participantes para conhecer novidades, tecnologia e soluções produtivas para a transformação, beneficiamento, preservação, uso da madeira e manejo florestal. A feira contou com mais de 100 expositores e fez parte da programação da Semana Internacional da Madeira, que teve, ainda, diversos eventos técnicos, com palestrantes estrangeiros. O número de expositores cresceu 17% em relação a 2017, com a participação nesta edição de 101 empresas.

Na avaliação de Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), mesmo em um momento comercial econômico desfavorável para vários dos segmentos madeireiros, a feira foi um sucesso, um exemplo de agenda positiva que é preciso ter no país, especialmente no setor de base florestal. Segundo ele, as empresas enfrentam um dos momentos mais desafiadores da história, com a imprevisibilidade das guerras comerciais e de suprimentos, o que afeta os negócios como um todo. Por isso, ele garante que trazer para um mesmo espaço informações comerciais e estratégicas, diagnósticos, viés de futuro, e novas tecnologias faz da Lignum um importante ponto de encontro para o setor, estimulando a troca de experiências entre os participantes.

“A Semana Internacional da Madeira é um esforço de muitas pessoas. É o somatório de oportunidades, dos diagnósticos que foram ofertados, das informações compiladas e assertivas. Por isso, atraiu esse recorde de público para Curitiba. Tudo isso traz comprometimento e união e mostra que precisamos inovar, sair da zona de conforto para buscar sustentabilidade para as empresas. Sem dúvida o setor e a Abimci saem ainda mais fortalecidos dessa semana”, garantiu Pupo.

Além de ter um estande na Lignum, a Abimci também preparou dois importantes encontros para a Semana Internacional da Madeira. O primeiro deles foi o WoodTrade Brazil, evento para estimular a discussão sobre as condições de competitividade, as perspectivas e o potencial dos mercados para os diversos produtos madeireiros. “Percebemos um nível de atenção muito maior do que nas outras edições. Nossa avaliação é de um grande crescimento na busca dos participantes por um entendimento do momento do mercado e de soluções de sustentabilidade do negócio, fato que também pode ser medido pelo número recorde de inscritos para o evento, de 504 no total”, destacou.

O segundo momento que merece destaque foi a rodada de negócios com empresários mexicanos, organizada pela Abimci, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Para Pupo, a rodada foi uma inovação importante na programação das atividades da semana, e foi idealizada depois de uma demanda da Embaixada do Brasil na Cidade do México juntamente com a Associacion Nacional de Importadores Y Exportadores de Produtos Florestales do México (Imexfor), que proporcionou contato direto entre os fabricantes brasileiros e o cliente mexicano, estreitando assim o relacionamento e abrindo caminho para os negócios.

“A vinda da delegação de empresários mexicanos e a presença de representantes da Associação de Importadores do México podem gerar negócios para o futuro, até porque o México importa praticamente 80% de tudo que consome em madeira. Trata-se de um mercado potencial que já vem apresentando nos últimos anos um crescimento importante. Acredito que essa rodada foi um importante passo realizado para o fortalecimento dos negócios com o México. Inclusive, em breve, iremos estruturar um acordo de cooperação mútua entre a Abimci e a Associação Mexicana. Esses avanços e parcerias internacionais fortalecem ainda mais o setor”, afirmou.

Opinião dos empresários

Para Amauri Kollross, sócio-gerente da Madeireira EK, associada à Abimci, a Lignum é uma excelente iniciativa para o setor, pois reúne clientes e fornecedores, e todos podem acompanhar as novas tecnologias que estão disponíveis.

“Há a possibilidade de vislumbrar novos mercados, novos caminhos. Tivemos encontros com importadores americanos, mexicanos, europeus. A parte comercial foi fundamental para o sucesso da feira. Mais do que nunca, fortalecer a Abimci é fundamental. Precisamos reunir toda a força da indústria madeireira no Brasil, para que consigamos expor e fazer girar nossos produtos”, disse.

Rubens Reichert, diretor da Vimasa, também uma empresa associada à Abimci, afirmou que o espaço de encontro entre os diferentes mercados é ainda mais importante em um momento de crise como o que o país enfrenta.

“Quando o mercado está bom, em uma feira dessas, vemos todos os participantes empolgados, comprando. Mas quando o mercado não está favorável, como neste momento, também é muito importante esse encontro, justamente para motivar e acolher os associados. Estamos passando por dificuldades, mas há boas perspectivas. O mercado é assim, com altos e baixos, e estar na Lignum é uma oportunidade de fechar novos negócios e conhecer novas oportunidades. Devemos tirar experiências boas desse momento, e essa união em torno da Abimci é muito importante”, avaliou.

Quem também esteve visitando a feira foram os empresários associados à Abimci que possuem suas operações industriais localizadas no Estado do Pará, Moacir Raimam, da Compensados Centerplac, e Ernesto Ganassoli, da Compensados Confiança. Em 2016, eles participaram, juntamente com um grupo de empresários, como expositores da Lignum, apresentando ao mercado o compensado de Paricá, um produto do Norte do país. Para Raimam, a terceira edição da feira teve uma grande evolução, com muitas novidades para o setor. Estar aqui, segundo ele, é uma forma de colher informações e conhecer novos mercados.

“Esses momentos ajudam a fortalecer a indústria e o mercado como um todo. É um setor grande, que engloba diversas regiões do país. Aqui, acabamos trocando experiências e opiniões. Embora a realidade do Sul seja diferente da do Norte, é sempre bom conversar com os empresários e trocar informações. Não dá para ficar alheio. Saímos daqui otimistas, enxergando perspectivas”, garantiu.

Na opinião de Ganassoli, o mercado ainda tem sentido o reflexo da crise que chegou nos últimos anos, o que faz o setor atravessar um período difícil. Mas, apesar disso, ele afirma que a engrenagem começou a girar novamente.

“Percebemos isso pela quantidade de visitantes na feira, pela quantidade de pessoas buscando realizar negócios. O movimento está diferente, com empresários buscando negócios, e isso traz uma boa expectativa. Vemos que existe uma grande vontade de fortalecer o setor, que tem diversas áreas de atuação. Voltamos para casa com uma expectativa melhor ainda para esse ano e o início de 2020. Acredito que o futuro é promissor”, completou.               

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Abimci – Interact Comunicação
Foto: Raphael Bernadelli