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2014, 02 20

Custo Brasil deve impactar preços de portas de madeira

Fabricantes afirmam que reajuste de salário mínimo regional e pedágio, por exemplo, terão que ser repassados ao mercado

Os principais fabricantes nacionais de portas de madeira estão preocupados com o aumento do custo de insumos, mão de obra, pedágio e o fim dos descontos concedidos na energia elétrica. De acordo com Comitê de Portas da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) a possibilidade de que esses custos sejam repassados ao mercado é bastante real.

No Paraná e em Santa Catarina, onde está instalada grande parte das indústrias do setor, o salário mínimo regional subiu 12,69% e 9,26% (média), respectivamente. Já as tarifas de pedágio nas rodovias federais e estaduais que compõem o Anel de Integração do Paraná tiveram um acréscimo médio de 5,72% no valor, que está valendo desde o dia 1º de dezembro. Os fabricantes lembram que todos esses aumentos ficaram acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses, 5,58%.

Além disso, outros aumentos também impactam o setor ao afetarem a cadeia, como o reajuste de 8% nos combustíveis em vigor desde o começo de dezembro; a valorização do dólar, que baliza os insumos importados; assim como a subida da taxa de juros que iniciou em 7,5 e agora chega a 10,5% ao ano. Outra preocupação dos fabricantes são os anúncios de aumentos para janeiro de 2014 dos produtores de toras (10%) e de chapas de fibras (6%).

A estimativa é de que o repasse de todos esses aumentos de custos da cadeia produtiva da porta poderá impactar de 7,8% a 13,1%, dependendo do produto e da distância a percorrer até chegar a revenda.