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Ciclo de progresso

31/03/2017

Março/2017

Foram três anos de iniciativas e trabalho que levaram às empresas associadas informação relevante sobre o mercado, dados estatísticos, avaliações políticas e econômicas, além de orientação técnica. A gestão 2014-2017 que esteve à frente da Abimci deu continuidade ao ciclo de progresso iniciado pelo ex-presidente Odacir Antonelli e foi além.

Enfrentamos um período de turbulências econômicas e políticas no mercado interno somadas à falta de confiança dos brasileiros. Vimos o Dólar se desvalorizar frente ao Real no último ano e a queda dos preços internacionais dos produtos de madeira. Convivemos com as dificuldades de produzir com custos altos e a falta de incentivos públicos que contribuíssem para a melhoria da competitividade da indústria nacional.   

Mas diante de um cenário que poderia ser desanimador, a Abimci prosperou, levando consigo a marca da madeira brasileira a um lugar de destaque entre os principais players mundiais e nacionalmente. Tivemos voz nos principais eventos internacionais. Fomos demandados por entidades públicas, formadores de opinião, imprensa, academia, setor privado, federações de indústrias e tantas outras entidades setoriais da cadeia produtiva da madeira, que queriam ouvir o posicionamento da Associação. Fortalecemo-nos institucionalmente. Assumimos uma posição diante dos principais acontecimentos que afetaram a atividade do setor. 

Conquistamos importantes avançamos no desenvolvimento das normas técnicas, com um trabalho árduo de revisão e atualização dos textos, proposição de instalação de novas Comissões de Estudos e a retomada de outras. Assumimos um papel de relevância quando o assunto é normalização dos produtos de madeira no Brasil. Mais empresas associadas buscaram os programas de certificação da qualidade da Associação. Caminhamos para um futuro próximo onde os produtos serão especificados por desempenho, quando será possível oferecer garantias ao mercado e ao consumidor. 

Estivemos atentos às demandas do setor e atuamos por meio do diálogo, assim como, quando necessário, por meio de medidas judiciais. Não medimos esforços na defesa de interesses da cadeia produtiva da madeira. Lideramos movimentos, fomos assertivos nos posicionamentos institucionais. 

Encerramos este ciclo, certos de que ainda há muito a ser conquistado e tantos outros desafios a serem superados. No entanto, convictos de que foram anos de crescimento, consolidação e estruturação de uma base sólida e consistente preparada para qualquer adversidade. 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)