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Diagnóstico (e oportunidades) do setor madeireiro do Brasil

31/10/2016

Outubro/2016

Conhecer nossas vantagens competitivas – onde precisamos melhorar – e, acima de tudo, as oportunidades que se apresentam para esse setor produtivo que tanto contribui para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O lançamento do Estudo Setorial 2016 da Abimci é mais uma das ações coordenadas pela associação, que irá possibilitar esse olhar para a indústria da madeira processada mecanicamente. 

Com dados atualizados a partir das informações disponibilizadas até 2015, apresentamos um panorama da cadeia florestal-madeireira passando por detalhes da base florestal, perfil da indústria e de mercado, contextualizando o Brasil em relação aos mercados mundiais. Ao final, o documento traz as estratégias prioritárias da Abimci para intensificar o desenvolvimento da indústria da madeira, bem como do setor florestal brasileiro. 

O grande desafio, a partir de agora, está nas mãos do próprio setor. Institucionalmente, a Abimci inicia um longo trabalho de divulgação do conteúdo por meio de ações na mídia, agendas nacional e internacional com as principais instituições ligadas ao segmento e organizações governamentais. Os objetivos são promover a marca-Brasil no exterior, ampliar a participação da madeira brasileira do mercado internacional, reforçando assim a condição do Brasil como um dos principais fornecedores do mercado mundial, defender os interesses do setor na esfera federal, estabelecer parcerias que contribuam para o desenvolvimento setorial, avançar no debate de questões como logística, infraestrutura, desonerações. Com informação, temos uma importante ferramenta para intensificar todo esse trabalho da entidade.

Comercialmente, cada empresa tem em mãos um conteúdo rico e atualizado para se enxergar dentro dos dados e gráficos detalhados no Estudo. Se os obstáculos conjunturais aparentam ser muitos, as oportunidades possíveis dentro desse cenário de mudanças econômicas mundiais, novas demandas e comportamentos de consumo também são inúmeras. Cabe aos empresários e profissionais do setor se debruçar sobre as informações que estarão disponíveis e fazer deste instrumento uma fonte de consulta permanente.

O estudo setorial será distribuído para o mercado madeireiro em geral, bem como para várias estruturas do Governo Federal e também de Governos Estaduais, para o poder Legislativo Federal e Assembleias Legislativas Estaduais, para entidades setoriais, técnicas, universidades, curso de graduação e pós-graduação da área, bancos e fundos de investimentos, entidades parceiras da Abimci, além da distribuição externa para importadores em geral, embaixadas e câmaras de comércio instaladas no país.

Com toda essa capilaridade de distribuição das informações sobre o setor madeireiro e florestal, nivelando os dados entre produção – governo – mercado e mostrando aos diversos públicos quem somos, quanto somos, quanto produzimos, quanto exportamos e qual a nossa capacidade de gerar emprego e renda, é que conseguiremos traçar mais e melhores planos de ação e de crescimento do setor, renovar nossa capacidade de investimento, aumentar a necessária escala de produção, incentivar o aumento do consumo de madeira per capita no Brasil e garantir a sustentabilidade dos negócios.

Uma leitura obrigatória para este fim de ano! 2017 chegará rápido.

 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)