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Os próximos quatro anos

30/11/2018

Novembro/2018

Passadas as eleições, temos o desafio de trabalhar pela reconstrução do país, focando nas ações prioritárias para a retomada de um ambiente positivo de negócios.

Do novo governo, o que se espera é um posicionamento firme e o compromisso com as principais demandas do setor produtivo, entre eles a indústria madeireira. É essencial que as políticas públicas dos próximos anos possibilitem a atração de novos investimentos, em especial os externos para investimento direto em infraestrutura, que criem condições e vontade política para que sejam estabelecidos acordos comerciais internacionais, criem medidas para melhoria da competitividade e uma ação focada na desburocratização, que tanto engessa a nossa competitividade.

Além disso, e tendo como base o trabalho do poder público para garantir segurança jurídica às empresas, simplificar a tributação, recuperar o equilíbrio fiscal, estabelecer uma maior eficiência do gasto público, melhorar os custos e o acesso a linhas de financiamento para investimentos e realizar as reformas estruturantes indispensáveis para o desenvolvimento do país.

Com as enormes dificuldades enfrentadas e vividas nos últimos anos pelas empresas no Brasil, podemos dizer que o setor produtivo, de forma macro, amadureceu muito nesse período. Avançamos em passos importantes e de forma inteligente, identificando algumas estratégias e os principais pontos nos quais se deve atuar para melhorar assim a sua interface com o governo e a sua representatividade na economia nacional.

A Abimci, como entidade representativa do setor industrial madeireiro, potencializou a sua participação nas discussões nacionais e no seu escopo de trabalho, participando das discussões promovidas em quatro coalizões empresariais. O modelo de ação que une as forças de entidades representativas tem se mostrado eficaz para a soma de esforços e objetivos. As coalizões avançaram bem em seus objetivos em 2018 com a proposição de medidas para destravar o desenvolvimento econômico.

A Coalizão Empresarial Brasileira tem atuado no acompanhamento das negociações internacionais, sobretudo dos processos de integração comercial nos quais o Brasil está envolvido, reunindo mais de 170 membros interessados em influenciar as estratégias brasileiras de integração internacional.

Já as ações da Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras englobam 20 barreiras comerciais no exterior contra produtos brasileiros, que foram identificadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O movimento contribuirá para a definição de estratégias para lidar com essas barreiras.

A Coalizão pela Construção Civil, coordenada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), reúne 26 das principais entidades da indústria com o objetivo de unir esforços para o desenvolvimento de ações e adotar medidas a fim de destravar o setor e permitir a recuperação da construção civil brasileira.

A Abimci participa ainda das discussões promovidas pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes de peso do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras. Todas essas forças se uniram para tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa.

Estamos diante de um momento único na história recente do país. Será preciso muito trabalho e comprometimento por parte dos governantes para que a economia avance, a confiança seja retomada e um ciclo de prosperidade duradouro coloque novamente o Brasil nos trilhos rumo ao crescimento.

O setor industrial madeireiro está, mais do que nunca, por meio da representação da Abimci, participando ativamente das principais discussões e apresentando as demandas do setor. É tempo de nos mantermos unidos e fortalecidos para que cresçamos todos juntos.

 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)