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Setor madeireiro e o novo Governo

30/11/2018

Novembro/2018

Diante do novo cenário político no Brasil, um posicionamento objetivo e assertivo da indústria da madeira em relação às principais demandas setoriais é essencial para que tenhamos a oportunidade de estimular o desenvolvimento das empresas e ampliar a contribuição do setor para a economia e o crescimento do país.

Já podemos projetar como serão os primeiros passos do novo governo, a sua composição partidária, as forças políticas no Congresso Nacional e as principais diretrizes econômicas para o país. Mas isso não é tudo e nem o suficiente. Quando olhamos para o setor madeireiro e florestal há muito a ser feito.

A Abimci irá levar ao novo governo federal questões cruciais e estruturantes, que afetam diretamente a sustentabilidade das empresas. Entendemos que a formulação de uma política pública para fomentar o setor e uma melhor adequação e simplificação das legislações em vigor são fatores decisivos para a melhoria do ambiente de negócios.

Entre os principais eixos do posicionamento da Abimci estão as questões tributárias que, além da necessidade de consolidação e simplificação de impostos e tributos e de não onerar investimentos do setor produtivo, estão as necessárias desonerações fiscais, dentre as quais a da folha de pagamento e a recomposição do percentual do Reintegra; além da redução do PIS/COFINS, do IPI de produtos beneficiados, e de uma readequação da base de cálculos das operações no mercado interno nos segmentos de madeira processada.

Nas tratativas políticas e de defesa de interesses, são fatores essenciais para o novo período de governo temas como a criação de linhas de financiamento via fundos constitucionais para propiciar a renovação do parque industrial brasileiro e um plano constante de investimentos em infraestrutura – gargalo esse dos mais danosos à produtividade e sustentabilidade de nossas empresas -, além do avanço das reformas, da modernização previdenciária, de uma governança que propicie melhor segurança jurídica e institucional. Esperamos que a nova estrutura governamental e ministerial que está sendo anunciada com fusões de pastas e atribuições, possa otimizar as ações em prol da indústria nacional e, em especial, para melhor sermos ouvidos em nossas demandas. Enfim, um conjunto de ações essenciais para a retomada do crescimento e melhor desempenho do setor madeireiro e florestal do Brasil.

Este é o momento para o reposicionamento das demandas. Por meio da força do associativismo da Abimci e da coalizão de esforços vamos levar a voz do setor de forma constante ao governo federal. Todos os elos desta grande cadeia produtiva serão fundamentais para isso: a base florestal, as indústrias, as associações regionais, os sindicatos, os centros de pesquisa e academia, além do importante papel dos veículos de comunicação setoriais que têm o papel de disseminar as contribuições positivas do segmento. Uma ação coletiva que se inicia agora, sem data para acabar. 

NOTA: EDIÇÃO 200

Em tempo, parabenizamos toda a equipe da Revista Referência, associada à Abimci, pela importante conquista de chegar à edição número 200, consolidando assim um trabalho árduo e constante para a promoção do setor madeireiro e florestal do Brasil.

 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)