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Um país em reconstrução: o que esperar até 2022

31/08/2018

Agosto/2018

Serão quatro longos anos pela frente. O Brasil se prepara para um novo ciclo, independente de quem assuma a liderança da Nação, dos Estados e do Poder Legislativo. Estaremos preparados para construir de forma colaborativa com as representações políticas, as instituições setoriais e nossos pares?

É fato que precisaremos de um ambiente favorável, onde as políticas públicas estejam claras, que exista o comprometimento macro das esferas governamentais em melhorar os investimentos em infraestrutura em relação ao PIB, potencializando assim o reaquecimento de setores essenciais para a economia do país, entre eles a construção civil e, ao mesmo tempo, proporcione condições mínimas para o setor produtivo atuar. As políticas públicas precisarão passar, necessariamente, pela segurança jurídica, melhoria de acesso ao crédito e estímulo ao capital privado, além do fundamental avanço nas reformas estruturantes, como a tributária e previdenciária.

A iniciativa privada está mais do que nunca atenta, participativa e propositiva para ajudar na reconstrução do melhor ambiente social e de negócios que o Brasil tão necessita. São várias ações estratégicas acontecendo, coalizões nacionais sendo formadas para atuar em um mesmo plano de trabalho, instituições em defesas de interesses dos principais setores da economia. Uma soma de esforços e união de ações para destravar esse ciclo vulnerável que nossa economia está passando para, assim, retomarmos o crescimento.

Parte do dever de casa a cargo das empresas e do setor produtivo como um todo deve passar por um melhor controle de custos, investimentos em renovação tecnológica, assertividade nas ações de inovação – caminho esse sem volta para uma melhor sustentabilidade – e de um olhar aberto e constante para novas tendências de consumo e comportamento dos mercados emergentes, acompanhando o avanço imensurável da tecnologia – cenário esse impensável há pouco tempo, que está mudando hábitos e conceitos de todos.

O segmento madeireiro e de base florestal não fica de fora dessa realidade, e com todas suas cadeias de suprimento e de consumo, a sua complexidade, capilaridade e abrangência, por si só já um desafio dos mais difíceis de convergir e proporcionar crescimento na velocidade que necessitamos.

A Abimci, representando as indústrias de madeira do país, tem atuado cada vez mais próxima e alinhada das principais ações em curso, apresentando as demandas e propondo soluções viáveis para grande parte dos problemas e das demandas, muitas já sistêmicas, que afetam a grande maioria dos industriais brasileiros. Se tivermos um cenário político e econômico favorável, com melhorias reais e democráticas de acesso ao crédito, projetos plausíveis de investimentos em infraestrutura, certamente saberemos como aproveitar e produzir riquezas, gerar empregos e levar desenvolvimento para o país.

 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)