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Uma nova chance para o Brasil

31/08/2018

Agosto/2018

Foi dada a largada para um dos momentos mais importantes da história recente do Brasil. Temos pela frente debates, apresentação de demandas e entendimento das propostas dos candidatos à presidência da República. Não há mais tempo para falta de planejamento. 

Nesse contexto, a Abimci, com outras 25 instituições representativas nacionais, lideradas pela Confederação Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), constituíram a Coalizão pela Construção. O objetivo é atuar na defesa da agenda estratégica da construção, estabelecendo diálogo com diversos atores para resgatar o desempenho do setor. Para as indústrias de madeira, reaquecer a construção civil significa retomar um mercado significativo. 

Assim, em evento realizado pela Coalizão, em Brasília, as entidades apresentaram aos candidatos uma série de demandas: segurança jurídica; crédito; planejamento e estímulo ao capital privado -, e ouviram as propostas dos principais candidatos, resumidas a seguir (em ordem de apresentação).

Marina Silva 

A candidata anunciou um programa que contemplaria investimento em infraestrutura, com foco na eficiência dos gastos públicos, transparência e combate ao desperdício. Destacou a importância do Minha Casa Minha Vida e disse que irá ampliar a proporção de investimento no setor de infraestrutura, passando dos atuais 2% do PIB para, pelo menos, 4%. Afirmou que dará agilidade aos mecanismos de licenciamento ambiental, retomará o debate sobre a Reforma da Previdência e avançará com a Reforma Tributária.

Geraldo Alckmin 

O tucano defendeu a garantia de condições jurídicas, de crédito e planejamento para dar tranquilidade ao investidor e retomar o crescimento do país. Para Alckmin, será necessária a abertura comercial e a diminuição da interferência do governo na atuação empresarial, desburocratizando e estimulando a atividade empreendedora. Pretende no primeiro ano de mandato realizar as reformas Tributária, Previdenciária, Política e de Estado, tendo como meta zerar o déficit em menos de dois anos. 

Álvaro Dias 

A Reforma do Estado é uma das bases da proposta do senador, que pretende ter um Conselho Consultivo para ouvir o setor da construção. Comprometeu-se com a reforma do Estado, diminuindo a máquina pública e recuperando o investimento público no setor da construção. Propõe a redução da carga tributária, simplificando o modelo; diminuição dos emolumentos e das taxas de juros. Tem a intenção de avançar com as Parcerias Público-Privadas, concessões e privatizações de agentes financeiros.

Ciro Gomes 

Defendeu um sacrifício fiscal nos primeiros seis meses de mandato e investimentos imediatos da Defesa, Saúde, Agronegócio, Gás e Petróleo. As mudanças propostas passariam pelo redesenho do pacto federativo brasileiro. Citou como metas: resolver em até 10 anos todas as obras de transporte urbano no Brasil e acabar com o déficit brasileiro. Defendeu o equilíbrio do câmbio, das taxas de juros e da tributação para aumentar a competitividade, além da necessidade de repensar as Leis das Licitações, de Desapropriações e do Licenciamento Ambiental. 

Henrique Meirelles 

Garantiu que os investimentos em infraestrutura estarão no centro de sua atuação e o setor privado será incluído nos debates. Pretende o ‘Programa Brasil Integrado’, projeto de infraestrutura urbana, interurbana e de longa distância. Para o candidato, haveria a retomada imediata de mais de sete mil obras paralisadas ou andando lentamente, com investimentos de R$ 80 bilhões. Segundo ele, se aprovada a Reforma da Previdência, conjugada ao teto dos gastos, as despesas – que hoje representam 20% do PIB – cairiam para 15%. 

 

A partir de agora, temos a expectativa de que o próximo presidente cumpra essas premissas. Precisaremos monitorar as ações e atuar, quando necessário, para correção de rota do governo. A Coalização pela Construção pode ser um bom embrião para esse tipo de ação coordenada no país.

 

Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)