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Abraf e Abimci iniciam parceria institucional

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23/10/2015

Uma nova parceria institucional pode render bons frutos para a cadeia da indústria de madeira processada mecanicamente. O superintendente da Abimci, Paulo Roberto Pupo, convidou os representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Formol e Derivados (Abraf) para que haja uma aproximação entre as duas entidades que permita a troca de informações com o intuito de desenvolver ações conjuntas para o crescimento do setor. Além disso, a intenção é que empresas da área química representadas pela Abraf passem a integrar a Comissão Casa Inteligente, formada por diversas entidades representativas dos setores da Construção Civil, Madeira, e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que tem trabalhado para desenvolver o sistema construtivo wood frame no Brasil. O convite aconteceu durante encontro promovido esta semana em São Paulo pela Rhodia Solvay Group para discutir a cadeia produtiva do compensado.

“A aproximação entre os produtores de fenol, resinas e os fabricantes de painéis, que utilizam essas matérias primas, é fundamental para um melhor entendimento dessa cadeia produtiva. Temos certeza de que esse será um importante passo para avançarmos na busca por soluções conjuntas e enfrentarmos o momento turbulento enfrentado pelo país, que acaba afetando toda a cadeia”, afirmou Pupo.

Segundo o vice-presidente da Abraf, João Paulo Porto, o objetivo dessa aproximação com a Abimci é melhorar a atuação do setor. “Queremos unir esforços e encontrar novas ideias para beneficiar a cadeia como um todo”, disse.

Outra ação discutida durante o encontro foi a participação de representantes da Abimci nas reuniões da Frente Parlamentar da Indústria Química em Brasília. Segundo o executivo da Rhodia, Jose Borges Matias, esse é um espaço importante para o debate de temas que afetam toda a cadeia. Na avaliação de Matias, a conversa entre as duas entidades foi bastante produtiva e Madura. “Precisávamos encontrar essa sinergia entre os elos da cadeia. Ficamos bastante satisfeitos em sair desse encontro com um plano”, revelou.

Aumento do consumo

O grande gargalo apontado pelas duas entidades é o baixo consumo de madeira no mercado interno, em especial de produtos como o compensado para a construção civil. Para enfrentar o problema, a Abimci tem desenvolvido uma série de ações como a promoção do Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM) e do Programa Setorial da Qualidade de Portas de Madeira para Edificações (PSQ-PME) que atendem, por exemplo, a NBR 15930, que estabelece uma série de requisitos técnicos para os produtos usados na construção civil.

Mas na avaliação do superintendente da Abimci, na questão da habitação, o que o setor precisa é gerar escala, aumentar o uso per capita de madeira. “Para isso, precisamos desenvolver a norma técnica brasileira para o sistema wood frame – ação que vem sendo discutida e será colocada em prática pela Comissão Casa Inteligente -, ensaiar os produtos de acordo com a norma e disponibilizá-la ao mercado. Somente após esses passos conseguiremos inserir o sistema construtivo de casas em madeira nas linhas de financiamento e, assim, construir em larga escala”, explicou.

Pupo lembrou ainda que o governo federal já sinalizou que precisa de modelos construtivos alternativos para poder atender a demanda da habitação. “Assim, precisamos de todos os esforços possíveis para viabilizar o wood frame no Brasil”, concluiu.

Também participaram do encontro o vice-presidente de Relações Institucionais da Abimci, Amauri Kolross, e o vice-presidente de Relações Internacionais, Isaac Zugman, além de representantes de associadas à Abraf.

Evento

O encontro promovido pela Rhodia Solvay Group, no último dia 20, em São Paulo, contou com a apresentação de um estudo desenvolvido e pedido da empresa para identificar as barreiras e oportunidades para o compensado brasileiro. Além do debate em torno do tema, os participantes assistiram a palestra Design Thinking + Gamificacão: Inovação em Negócios, apresentada pelo CEO da MJV Tecnologia e Inovação, Mauricio Vianna, que afirmou que essas estratégias podem ser usadas para repensar técnicas de vendas e mudar cultura dentro das empresas ou do consumidor.