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Como se preparar para exportar

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03/11/2015

Exportar exige, acima de tudo, planejamento, já que é um desafio e a solução para muitas empresas. Essa foi uma das mensagens deixadas pelo vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Fábio Faria, durante sua apresentação no III Seminário O Comércio Exterior e a Indústria. O evento promovido pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), no dia 29 de outubro, contou com a participação de empresários de diferentes segmentos e teve como objetivo fomentar a internacionalização das empresas.

Segundo Faria, a exportação deve fazer parte da estratégia das empresas e não ser algo episódico. “Quando uma marca decide comercializar seus produtos no exterior, precisa se preparar profissionalmente para isso por meio de estudos de mercado, planejamento, inovação, embalagens e produtos adequados às necessidades do comprador”, explicou.

O representante da AEB afirmou ainda que a exportação é um bom negócio porque pode gerar melhorias financeiras, reduzir instabilidade, diluir riscos, ampliar mercado e economia de escala, impactar positivamente no marketing e status da marca e importar tecnologia.

Na avaliação da Abimci, que participou do evento, as orientações sugeridas pelo vice-presidente da AEB são pertinentes, já que não basta exportar apenas quando há um atrativo temporário como o câmbio, por exemplo. A entidade tem trabalhado ao longo dos anos com a promoção e consolidação dos produtos de madeira no mercado internacional, principalmente, por meio do Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM). O objetivo, sempre, é garantir a perenidade da presença internacional do setor como um dos grandes players no mercado da madeira.

A economista do banco Santander, Adriana Dupita, também defendeu a necessidade de planejamento e de políticas de longo prazo de maneira mais consistente por parte das empresas que desejam negociar com outros países. “O câmbio favorável é uma oportunidade para repensar a ideia de se inserir no mercado internacional, mas é preciso estar preparado”, afirmou.

Na avaliação da economista, falta cultura de exportação no país, onde apenas 0,9% das micro e pequenas empresas exportam. Adriana afirmou ainda que apesar do atual momento econômico mundial delicado, há uma tendência de melhora na balança comercial brasileira para 2016 e 2017.

O evento contou ainda com a palestra Inovação: O imperativo para a competitividade Industrial com Sustentabilidade apresentada pelo gerente de Inovação do Senai no Paraná – Centro Internacional de Inovação, Filipe Cassapo, que afirmou: “o desafio está em tirar as ideias do papel. Para inovar as empresas precisam valorizar a diversidade e criar um ambiente propício para isso”.

A gerente executiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Soraya Rosar, encerrou o evento apresentando aos participantes os acordos econômicos existentes entre o Brasil e outros países. Atualmente, há em todo o mundo 354 acordos comerciais em vigor. Em 20 anos, o Brasil assinou apenas três (Israel, Palestina e Egito).

Fonte: Assessoria de Comunicação Abimci